3º Festival Mundial da Paz em Sampa

De 06 a 09 de setembro, com o apoio da Abeoc, a Rede Unipaz irá promover o III Festival Mundial da Paz no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Durante os três dias serão realizados shows, oficinas, debates e palestras com o objetivo de difundir a cultura da paz. O festival é realizado a cada três anos, e em sua terceira edição pretende reunir cerca de 200.000 participantes e contar com manifestações em diversos países.

Sobre o Festival

O Festival Mundial da Paz é um evento global de difusão dos princípios da cultura de paz por meio de vivências e experiências entre agentes, instituições e indivíduos, com o desenvolvimento de atividades nas áreas das ciências, filosofia, tradições e artes. É gratuito e sem fins lucrativos, realizado por voluntários que compartilham suas experiências e saberes em prol da causa da paz.

É promovido pela Rede UNIPAZ em cooperação com entidades promotoras de cultura de paz, defesa dos direitos humanos, ecologia, educação e organizações governamentais ou não governamentais. Sua função, como promotora, é mobilizar, divulgar, organizar e estruturar as condições para que as pessoas possam compartilhar, aprender e vivenciar a paz durante o Festival.

Sobre a UNIPAZ

Constituída numa rede com 17 unidades espalhadas pelo Brasil e em mais cinco países, a UNIPAZ – Universidade Internacional da Paz, surgiu em 1987 com o objetivo de desenvolver projetos voltados para a educação, saúde, liderança, arte e cultura, respeitando as singularidades e as diferenças.
Esse ano o evento tem como anfitriã a Unipaz de São Paulo, sob coordenação geral da presidente da entidade Nelma da Silva Sá (Coordenadora Geral).

Objetivo geral: Cultivar a Cultura de Paz

Objetivos Específicos:

  • Integrar as redes de Cultura de Paz para fortalecimento do movimento.
  • Promover um evento multicultural e descentralizado, construído coletivamente que possibilite ao público alvo uma experiência concreta.
  • Proporcionar atividades que inspirem um despertar coletivo de consciência de paz no âmbito individual, social e ambiental.
  • Estimular manifestações de paz simultâneas em outras cidades do país e do mundo, visando a construção de um teia global de consciência de paz.

Para quem?

Voluntários de qualquer parte do planeta, que de maneira voluntária, desejem compartilhar gratuitamente suas experiências e saberes através de atividades lúdicas, científicas, filosóficas, práticas, curativas e artísticas. Adultos, jovens e crianças de todas as comunidades onde os eventos do Festival acontecem.

PROGRAMAÇÃO

  • A programação das atividades contempla as Artes, a Ciência, a Filosofia e as Tradições com:
  • Caminhada da Chama da Paz;
  • Momentos de conexão com danças circulares, jogos cooperativos e meditação;
  • Palestras com Jean Yves Leloup, Roberto Crema, Sri Sri Sri Ravi Shankar e Prem Rawat (a confirmar);
  • World cafés com temas de desenvolvimento sustentável, biodiversidade, comunicação não violenta, justiça restaurativa, cooperação, empresas sustentáveis,lideranças baseadas em valores humanos, saúde, entre outros;
  • Fóruns com os povos originários, encontros interreligiosos, entidades de valores humanos, educação para a paz;
  • Oficinas e vivências integrativas com foco em saúde, alimentação, educação, meio ambiente, valores humanos, bandeiras da paz, contação de histórias, etc;
  • Terapias integrativas tais como: naturologia, reflexologia, massagens corporais, energéticas e arterapia;
  • Feira de quem faz a paz com projetos sociais transformadores de realiades;
  • Apresentações e shows de artes e música.

[Por Rede Unipaz, 27/03/2012]

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Sankofa – símbolo Adinkra

Sankofa – 

Símbolo de resgate ao passado

Do proverbio 
Se wo were fi na wo sankofa a yenkyi.

Tradução
Não é tabu voltar para trás e recuperar o que você perdeu.

Um símbolo associado frequentemente ao Sankofa é o pássaro de passagem, as aves migratórias.
Ele esta sempre olhando para trás.
É uma maneira de dizer que apesar do pássaro voar para frente olha continuamente para trás.
Para o seu passado.
Ha quem diga que ele representa a vida de a morte.
Sankofa é um dos ideogramas utilizados pelo sistema de escrita Adinkra, que compunha as várias formas de expressão escrita existentes na antiga África, utilizado pelos povos Akan, da África Central. 
Os ideogramas são impressos no vestuário, em objetos e em adereços. 
O símbolo Sankofa dos Adinkras, um pássaro estilizado que se move para frente, mas sempre olha para trás, lembra-nos que é impossível entender o presente sem entender e estar conscientes do passado.
Um símbolo Adinkra dos povos Akans cujo significado é o retorno ao passado, resgatando o que foi perdido e caminhando para frente. 

O retorno às raízes.

Não importa quão longe estejas, hás de retornar para casa.
É o símbolo da importância de aprender com o passado.
O Sankofa transmite mensagens como: Volte e pegue, ou retorne e aprenda com o passado,
Não é nenhum tabu retornar e pegar o que se esqueceu,
Sempre se pode corrigir os erros,
Para ir adiante é preciso retornar ao passado.
Assim como nós reivindicamos este símbolo, ele já foi apropriado por outras entidades do movimento negro e tem sido largamente reivindicado por outras tantas. 
Trata-se, na realidade, de metalinguagem, o símbolo significando a ele mesmo.
Além do pássaro, ha outro símbolo que representa o Sankofa, é o de um coração.
Esse provérbio ensina a sabedoria do aprendizado com o conhecimento do passado e do aperfeiçoamento que isso produz. Ou seja a sabedoria de aprender com o passado, para ajudar a melhora do futuro.

Simbologia Adinkra – Axantes de Gana

Entre as manifestações culturais da nação Axante, destaca-se o estampado Adinkra.
Encontra-se também no povo Gyaman, da Costa do Marfim.
Adinkras são símbolos que representam provérbios e aforismos.
É uma linguagem de ideogramas impressos, em padrões repetidos, sobre um tecido de algodão. 
Considerado como um objeto de arte, o Adinkra (adeus, em twi) constitui um código do conhecimento referente às crenças e a historia deste povo.
A escrita de símbolos Adinkra reflete um sistema de valores humanos universais: 
Família, integridade, tolerância, harmonia e determinação, entre outros.
Existem centenas de símbolos e a maioria deles é de origem ancestral, sendo transmitidos de geração em geração. 
Muitos representam virtudes, sagas populares, provérbios ou eventos históricos.
Os ganeses geralmente escolhem suas roupas para usar segundo o significado das cores e dos símbolos estampados nelas. 
A estampa e a cor expressam sentimentos de ocasiões específicas como festas de funerais, festivais tradicionais, ritos de iniciação como o da puberdade, casamentos, durbars etc. 
Alegria está relacionada a cores alegres e ao branco, enquanto que para funerais e luto predominam as cores como azul e vermelho escuro, marrom ou preto. 
Quando as pessoas vestem vermelho escuro ou marrom, isso significa que recém perderam um parente próximo. 
A cor preta ou azul escuro demonstra a dor prolongada pela perda de uma pessoa amada como os pais, filhos ou companheiro. 
Adinkra significa adeus. 
Originalmente esses símbolos eram usados para enfeitar o vestuário destinado às cerimônias fúnebres. 
Os desenhos eram feitos recortando-se os símbolos em cacos de cabaça, para usá-los como carimbos sobre os tecidos.
Posteriormente, os tecidos Adinkra passaram a ser usados por líderes espirituais em cerimônias e rituais.
Evitava-se usá-los no dia a dia, também pelo fato de que a tinta desbotava ao lavar.
Atualmente, os tecidos Adinkra são usados pelos ganenses em diversas ocasiões, tais como casamentos, batismos e rituais de iniciação.
Além de serem usados sobre tecidos, também se aplicam nas paredes, na cerâmica e nos logotipos.Imagem