Na Pele na Mostra de Artes Cênicas Estéticas das Perifrias

A proposta do primeiro semestre de 2015 consiste em fortalecer os processos de vínculos e circulação da produção de dança de pesquisa e de cunho político em espaços já consolidados de manifestações da cultura periférica em São Paulo.

Curadoria: Gal Martins (Pesquisadora, Coreógrafa e Diretora Artística da Cia Sansacroma).
Dia 21/05 (quinta-feira), 19h30. Exibição de trabalhos em vídeo dança. Projetos Retratos – Cia Sansacroma. 20h – Trecho do espetáculo: Qual a cara do João?, com o Grupo Improvis’Art Artístico. Este trabalho é inspirado no bairro periférico Jardim João XXIII. 20h30 – Espetáculo: Na Pele. Este trabalho de dança-teatro do Coletivo Cultural Sankofa inspirado nas inquietações sobre a violência que alguns corpos estão submetidos a partir de recortes como orientação sexual, identidade de gênero, raça, entre outras.

NA PELE 2014

ESTÉTICAS DAS PERIFERIAS: MOSTRA DE ARTES CÊNICAS – Maio 2015

1º de Maio…..além das festas, ainda há muita luta!!!

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O Coletivo apoia a greve dos professores e repudia qualquer ato de repressão ao trabalhadores que legitimamente reivindicam melhores condições de trabalho!!

Trabalhadores entraram em greve para reivindicar direitos que consideravam justos. E, em uma das suas manifestações, a polícia abriu fogo contra a multidão.
Curitiba, 2015? Poderia ser. Mas estou falando da Chicago de 1886.
A greve geral que começou no dia Primeiro de Maio daquele ano, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas por dia, acabou em tragédia, com manifestantes e policiais mortos e sindicalistas condenados (injustamente) à morte. Nos anos seguintes, a data foi escolhida para ser um dia de luta por condições melhores de trabalho em todo o mundo.
Nesta sexta, o poder da mobilização e a discussão sobre direitos que está na origem do Primeiro de Maio é ofuscada pelo sorteio de carros e casas e shows de cantores populares em cima de trio elétricos. E, não raro, por discursos vazios de pessoas que falam em nome dos trabalhadores em proveito próprio.
E 129 anos após os trabalhadores de Chicago irem às ruas exigirem jornada de oito horas, nós ainda não a conseguimos por aqui.
Ao mesmo tempo, o poder público ainda trata trabalhadores que reivindicam por seus direitos como um caso de polícia, da mesma forma que a Chicago do século 19.

(Fonte: Blog do Sakamoto)